quarta-feira, 24 de maio de 2017

AAP/2017 - Para todos os alunos de nossa rede


segunda-feira, 22 de maio de 2017

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Discalculia


Fluência da Matemática

"A fluência da Matemática pode ser analisada sob três aspectos, pela eficiência, pela acurácia e pela flexibilidade. A eficiência é a capacidade de executar os vários passos ou caminhos lógicos e elaborar estratégias para a solução de problemas, estando diretamente relacionada à memória de trabalho. A acurácia se refere ao conhecimento dos fatos numéricos, combinações e outras importantes relações numéricas, informações referentes à memória automática. Já a flexibilidade é o conhecimento de mais de uma abordagem para resolver problemas, que permite ao estudante escolher uma estratégia apropriada e checar o trabalho resultante, apresentando relação direta com o bom desempenho das funções executivas superiores." (Bastos, 2008) 

Distúrbios relacionados à execução de operações aritméticas

Dentre eles se destacam a Acalculia e a Discalculia do Desenvolvimento (DD): 

Acalculia, caracterizada por uma disfunção no sistema nervoso central, está relacionada ao substrato cerebral para operações aritméticas e manifesta-se após lesão, ou seja, ocorre após a consolidação das habilidades cognitivas.  

Discalculia do Desenvolvimento (DD) não é causada por lesões cerebrais e está associada, principalmente, a dificuldades durante a aprendizagem de habilidades matemáticas, sem manifestar, no entanto, uma desordem nas demais funções mentais. Sua definição se baseia em critérios comportamentais e de exclusão, não existindo, ainda, claros marcadores biológicos para o seu diagnóstico clínico. 


Dificuldades - Crianças com DD



Dificuldade na distinção de ordens de grandeza; 

Na conservação de quantidade; 

No sequenciamento e classificação numéricos; 

Na compreensão de sinais matemáticos; 

Na montagem de operações matemáticas e 

Memorização de sequências. 

DSM IV (APA, DSM-IV, 2004) - "Discalculia é um transtorno das capacidades para operações matemáticas, cálculo e raciocínio lógico-matemático, apresentando um desempenho substancialmente inferior à média do indivíduo."


Estudando e pesquisando sobre NEUROCIÊNCIA


As funções executivas

Antes de falar da síndrome disexecutiva, temos de discorrer sobre as funções executivas.

As funções executivas são o que o famoso neuropsicólogo russo Alexandr Romanovich Luria (link), e posteriormente seu aluno, Elkhonon Goldberg, chamam de o que nos fazem civilizados, humanos por assim dizer. A história humana desenrola-se na dependência das funções executivas. 

Mas, você pode argumentar, a linguagem nos torna humanos, correto? Bem, há modos de ver isso, já que linguagem não é uma característica exclusivamente humana, pois vários outros animais comunicam-se, de um jeito ou de outro. Por certo a linguagem verbal, por meio de palavras articuladas em frases, é humano, mas gatos possuem sua própria linguagem que é entendida entre si, os cães do mesmo modo, e assim vai até os primatas superiores antes do homem, ou seja, os grandes macacos, como os chimpanzés e os orangotangos. 

Agora, responda-me, qual animal planeja suas ações, organiza sua agenda, abstrai o mundo ao seu redor, mantém a atenção ou alterna o foco de atenção de acordo com seu interesse, mantém uma mente de tal modo flexível que consegue resolver um problema igual de vários modos diferentes? Todas estas são funções executivas. O único animal que consegue desenvolver a história em torno de si, e para isso necessita  estas funções citadas acima, é o homem.

As funções executivas relacionam-se com o planejamento de ações, com o que chamamos de memória operacional, ou seja, a capacidade de manter algo em mente tempo suficiente para ser usado em uma tarefa imediata (como guardar um número de telefone para ser discado), e ainda com a atenção, tanto a sustendada (quando temos de manter a atenção em algo mesmo com distrações ao nosso redor) como a alternância de atenção entre objetos (como por exemplo, o ato de ler um livro e andar por um caminho tortuoso, ao mesmo tempo), a resolução de problemas, o que envolve atenção, raciocínio (outra função executiva), abstração (outra função executiva, também, sendo esta a capacidade de imaginar uma situação ou algo não concreto a partir de pistas), inibição de respostas não desejadas a uma determinada situação ou de comportamentos inapropriados a uma certa situação, flexibilidade mental (a capacidade que temos de resolver um problema de vários modos diferentes, o que demontra também nossa capacidade de atenção, raciocínio lógico e abstração) (ufa!!). Ah, nossa personalidade e nosso caráter (há controvérsias, mas deixemos elas de lado) são armazenadas aqui também. 

As áreas cerebrais relacionadas às funções executivas são os lobos frontais, a parte mais anterior do cérebro.

Observe abaixo:


http://www.memorylossonline.com/glossary/images/frontallobe.jpg
O homem é o animal com o lobo frontal mais desenvolvido na natureza, o que explica nossa maior habilidade social, comunicativa e nossa maior inteligência (apesar de algumas pessoas não usarem ele muito, não é mesmo?). Observe abaixo uma comparação dos lobos frontais de alguns animais e do homem:


http://c431376.r76.cf2.rackcdn.com/25631/fnint-06-00036-HTML/image_m/fnint-06-00036-g003.jpg

O lobo frontal divide-se em várias sub-regiões. Observe abaixo:


http://ars.els-cdn.com/content/image/1-s2.0-S1364661308000612-gr1.jpg
Nesta figura, você vê o lobo frontal subdividido em suas sub-áreas. As regiões relacionadas às funções executivas são principalmente os córtices (plural de córtex é córtices) pré-frontais, dorsolateral e ventrolateral. Observe que a área motora, em azul escuro na figura, fica no lobo frontal, vindo logo depois o lobo parietal.


"De maneira mais resumida podemos dizer que são habilidades que possibilitam a criação de novos padrões de comportamentos e formas de pensar especialmente em situações não rotineiras."

Discalculia do Desenvolvimento

"Evidências genéticas, neurobiológicas e epidemiológicas indicam que a DD, como outras dificuldades de aprendizagem, é um distúrbio de base cerebral que envolve ambos os hemisférios, embora a área parietotemporal apresente em especial significado. No entanto, a má qualidade do ensino e a privação ambiental também têm sido implicadas na sua etiologia (Ramo do conhecimento que se dedica ao estudo e à pesquisa acerca daquilo que pode determinar as causas e origens de um certo fenômeno (ou de qualquer coisa))."  

Principais Sinais e Sintomas da DD

"O diagnóstico precoce acaba sendo iniciado na sala de aula, estando diretamente relacionado à discrepância observada entre a inteligência do aluno (bom desempenho na maioria das disciplinas) e grande dificuldade ao desenvolver atividades como estruturação de textos escritos, gráficos, decodificação de símbolos e sinais, compreensão de tabelas, interpretação de problemas, enumeração para trás, leitura de números e cifras, imaginação de fatos aritméticos (soma de números na cópia, e mais tarde tabuadas)."

Classificações da Discalculia do Desenvolvimento

"De acordo com Garcia (1998), ao citar Kosc (1974), podemos classificar em seis subtipos: 

- Discalculia Verbal - dificuldade para nomear as quantidades matemáticas, os números, os termos, os símbolos e as relações.

- Discalculia Practognóstica - dificuldade para enumerar, comparar e manipular objetos reais ou em imagens matematicamente. 

- Discalculia Léxica - dificuldades na leitura de símbolos matemáticos. 

- Discalculia Gráfica - dificuldades na escrita de símbolos matemáticos. 

- Discalculia Ideognóstica - dificuldades em fazer operações mentais e na compreensão de conceitos matemáticos. 

- Discalculia Operacional - dificuldades na execução de operações e cálculos matemáticos".

"Características que melhor descrevem um quadro de DD

- Inabilidade em reconhecer e produzir os números elementares (Léxico) ou novos números a partir dos elementares (Sintaxe), ou seja, dificuldade na compreensão e reconhecimento de números e sua associação às grandezas correspondentes.

- Falta de compreensão das relações espaciais estabelecidas entre números em operações matemáticas (discriminação viso-espacial). 

- Dificuldade de compreensão do raciocínio envolvido em operações matemáticas para cálculos simples e complexos nas quatro operações. 

- Inabilidade em raciocínio matemático em problemas concretos e abstratos. 

- A dificuldade não está na compreensão dos símbolos numéricos, mas sim nas relações de quantidade, quantificação. 

- Erros na conversão de números na forma arábica para escrita e vice-versa. 

De acordo com o apresentado por Bastos (2008)."

Métodos de Intervenção


"A identificação precoce e tratamento da Discalculia do Desenvolvimento são muito importantes devido à sua frequente associação com transtornos mentais. Os pacientes que apresentam DD precisam de uma completa avaliação diagnóstica e neuropsicológica, a qual deve considerar a complexidade da DD e seus múltiplos fenótipos fornecendo uma base para o planejamento de um transtorno eficaz.

Existem métodos de intervenção simples que podem auxiliar o desenvolvimento da criança com DD como o uso das mãos como instrumento de contagem e o uso da calculadora. 

É recomendada também a utilização de jogos lúdicos que transmitam conceitos como memória de trabalho, memória de curta e longa duração, atenção, estruturação espaço-temporal, estratégia, raciocínio lógico e solução de problemas. 

Visando auxiliar o aprendizado em matemática de alunos com DD é necessário que se diminua a quantidade de aulas expositivas, substituindo-as pela realização de jogos, atividades lúdicas e colaborativas, as quais envolvam todos os alunos e os coloquem a cargo da própria aprendizagem. 

O uso de jogos como recurso didático é uma alternativa eficiente que permite o desenvolvimento da criatividades e a formação do raciocínio lógico. Sendo um recurso lúdico que leva à motivação para a aprendizagem, ampliam a autoconfiança, a organização, a concentração, a atenção e o raciocínio dedutivo. 

Jogos são recursos com os quais os educandos podem produzir e compreender conceitos matemáticos, além de criar estratégias para atingir seus objetivos.    

Tarefas de investigação podem resultar em um processo divergente, no qual é estabelecido um ponto de partida, no entanto, a finalização da tarefa depende de quem exerce a atividade. Ao indicar uma atividade através da investigação matemática, espera-se que os alunos possam de uma maneira consistente, utilizar os vários processos que caracterizam esta atividade, ou seja, precisam descobrir relações empiricamente existentes entre as características do exercício e os conteúdos matemáticos e suas propriedades."  

Fonte: Oficina CAEM/USP

Seminário realizado na Faculdade Anhanguera em Osasco


"Quero agradecer a oportunidade de rever a Professora de Braille e SOROBÃ adaptado para cegos, Tânia, CAPE (Centro de Apoio Pedagógico Especializado SEE/SP).

A sua dedicação a educação me enche de orgulho é somente aumenta o meu respeito a essa profissão que adotei há cerca de 23 anos.

Me foi ensinado que devemos acreditar nas pessoas pela sua habilidade e competência e também pela sua capacidade de humanizar-se diante das diferenças e das diversidades.  

Na simplicidade das palavras da Professora Tânia durante o Seminário percebemos o quanto somos vulneráveis e que devemos sempre estar preparados para as incertezas.

A certeza que temos depois deste dia de escuta e aprendizagem sobre Educação Inclusiva na perspectiva da Educação Especial é que somos capazes de buscar novos conhecimentos e oportunizar novas possibilidades.

Este Seminário foi um marco histórico que com certeza terá continuidade, afinal precisamos sempre de ações mobilizadoras e incentivadoras.

É na escola que estão aqueles que precisam de informações e conhecimentos para o aprimoramento de suas habilidades e competências e principalmente para serem respeitados como profissionais e pessoas". 

(Lúcio Mauro Carnaúba)  





Parabéns a todos os presentes!

Parabéns a nossa Diretoria de Ensino!

"Uma ação se torna de fato realização quando deixa de ser uma vontade de um só para tornar-se coletivamente realizável".  

Diante então do concreto não há mais abstrato pois é fato que fizemos em equipe a diferença".

(Lúcio Mauro Carnaúba) 

terça-feira, 16 de maio de 2017

Assunto: “1º Workshop Educação Especial – A Inclusão e a Aprendizagem Matemática”



































Assunto: “1º Workshop Educação Especial – A Inclusão e a Aprendizagem Matemática”

A Dirigente Regional de Ensino de Osasco, no uso de suas atribuições legais, convoca os Diretores de Escola, (um) Professor Coordenador,   (um) Professor de Matemática, os Professores Especializados e os Professores Interlocutores de Libras das Unidades Escolares caixinhas de 01 a 52,  para o  “1º Workshop Educação Especial – A Inclusão e a Aprendizagem Matemática”,  que será realizada no dia 17/05/2017, das 08h às 17h, na Faculdade Anhanguera – Av. dos Autonomistas, 1325 – Auditório – Vila Yara.
Considerando a importância do tema, solicita aos Gestores que façam ampla divulgação à sua equipe Docente como convite para a participação no evento.
Programação:
•      8h Credenciamento
•      8h40 min. Abertura
•      9h Início das palestras
•      12h30 min. Encerramento das palestras
•      13h30 min. Credenciamento Oficinas
•      14h Oficinas
•      17h Encerramento


Vagas limitadas para as oficinas – Inscrições até o dia 13/05/2017


Dada à importância do tema, solicita-se que a Direção da Escola envide esforços para comparecer ao Evento.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Mais informações sobre o tema: Autismo


PRINCIPAIS TRANSTORNOS NEUROLÓGICOS RELACIONADOS AO AUTISMO


O autismo não pode ser colocado dentro de uma caixinha e, a partir daí, ser classificado de forma generalizada. Estudos já comprovaram que pessoas incluídas no TEA (Transtorno do Espectro Autista) podem manifestar diversas características que se diferem entre si. Porém, há um consenso entre os profissionais, sobretudo quando o assunto são as limitações que o transtorno pode causar.
No entanto, é preciso que se saiba desde muito cedo se a criança apresenta alguns traços que determinem ou demonstrem a existência do autismo. É comum que os especialistas responsáveis pelas intervenções identifiquem os transtornos neurológicos que acometem as pessoas autistas.

Atenção aos transtornos neurológicos


É importante reiterar uma informação já muito difundida em nossos conteúdos: as dificuldades de aprendizagem, originadas do autismo, não podem ser confundidas com a dificuldade que um aluno regular apresenta em determinada matéria.
Os transtornos neurológicos a serem apresentados a seguir implicam em um sofrimento da pessoa para se firmar o conhecimento. Aos nos referirmos a esses distúrbios, tentamos mostrar aos familiares e aos profissionais como cada passo pode ser importante para a superação da criança, do jovem ou do adulto autista.

Quais são os transtornos neurológicos mais comuns no autismo?


– Discalculia: ela é caracterizada pela má formação neurológica que incide sobre a percepção das pessoas com os números (operações matemáticas, linguagens próprias ou tudo aquilo que esteja relacionado a quantidades).
Importante ressaltar que crianças com discalculia não conseguem identificar os sinais matemáticos, assim como sentem uma grande dificuldade em estabelecer o valor de moedas, manter determinadas sequências, lidar com princípios de medidas e compreender os conceitos matemáticos.
– Dislalia: muito presente em pessoas com Transtorno de Asperger, a dislalia se constitui como um distúrbio da fala, que é caracterizado pela dificuldade para a articulação das palavras. É importante ressaltar, no entanto, que alguns aspectos da dislalia encontram origem em malformações presentes na boca, como lábios leporinos. No entanto, como o foco são os transtornos neurológicos, foquemos então no autismo como a causa que deve ser analisada.
A dislalia se divide em quatro tipos:
  • Funcional: quando há a substituição de uma ou mais letras em uma palavra;
  • Evolutiva: até os quatro anos de idade, as crianças costumam falar errado, o que dá a essa dislalia um peso menor em relação às demais. Mas é importante ressaltar que a partir dos cinco anos é aconselhável induzi-la a falar de forma correta;
  • Orgânica: causada principalmente por alterações físicas ou cerebrais. Neste caso, a criança pode encontrar dificuldade de se comunicar por problemas de origem orgânica. Sendo assim, ela não consegue articular determinados fonemas;
  • Audiógena: presente em pessoas que apresentam algum tipo de deficiência auditiva. A má pronúncia das palavras se dá pela própria dificuldade de ouvir bem. 

Importância do tratamento


As intervenções propostas pelos profissionais tendem a trabalhar a dificuldade da criança, do jovem ou adulto com os conteúdos, além de oferecer uma melhor qualidade de vida. Por isso é extremamente importante que, na iminência de um diagnóstico, os pais procurem ajuda especializada.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Dia Internacional do Cão Guia


Em 25 de abril comemora-se o Dia Internacional do Cão-Guia, uma homenagem a esses cães extremamente inteligentes, que prestam um grande serviço a sociedade.

O cão-guia é um animal adestrado para conduzir pessoas com deficiência visual. Estes animais auxiliam seu dono na realização da locomoção diária e evitam que possíveis obstáculos possam causar acidente.

A companhia do Cão-Guia traz autonomia ao deficiente visual para sair de casa com segurança.