quinta-feira, 8 de agosto de 2013

E-book/UNESP

Livro eletrônico traz orientação para professor de alunos cegos; é grátis

O e-book gratuito 'Saberes docentes para a inclusão do aluno com deficiência visual em aulas de Física', de Eder Pires de Camargo, professor da Unesp de Ilha Solteira, é resultado de um estudo de pós-doutorado sob a supervisão do professor Roberto Nardi, da Unesp (universidade Estadual Paulista) de Bauru.

Com apoio da Fapesp, a publicação analisa perfis linguísticos e contextos comunicacionais adequados e inadequados para a promoção de processos de ensino e aprendizagem de física em ambiente que contou com a presença de alunos com e sem deficiência visual.
A obra traz uma análise da relação entre tipo de percepção e conceito e fenômeno físico, indicando qualitativamente os conceitos e fenômenos que estabelecem relações vinculadas ou indissociáveis da percepção visual. Mostra que muitos conceitos físicos são independentes da visão para serem compreendidos além de indicar aqueles que necessitam da percepção visual para o pleno entendimento.
Traz um estudo qualiquantitativo de perfis linguísticos mais empregados em sala de aula, explicitando duas estruturas centrais da linguagem, ou seja, empírica e semântico-sensorial.  Mostra que perfis linguísticos fundamentados em estrutura empírica audiovisual interdependentes formam a base de dificuldades de comunicação, e, portanto de ensino, entre professor e aluno cego.
Finaliza apontando um conjunto de saberes inerentes aos conceitos e fenômenos físicos e à deficiência visual necessários para a promoção de participação efetiva de alunos cegos ou com baixa visão em aulas de física.
O objetivo é propor práticas adequadas à nova realidade educacional. Alunos com deficiência visual, por exemplo, começaram a frequentar espaços sociais como a escola sem que antigos paradigmas de normalização de comportamentos tenham sido revistos.
Eder Pires de Camargo analisa os saberes que professores do ensino médio devem mobilizar para incluir alunos com deficiência visual em atividades de ensino. Toma como exemplo a interessante experiência de uma disciplina de graduação (Prática de Ensino) na qual futuros licenciados estruturaram e implementaram novas práticas de ensino para turmas mistas. A originalidade e contribuição deste trabalho está em propor atividades desenvolvidas por futuros professores e avaliá-las durante os cursos de licenciatura.

O livro na íntegra e de forma gratuita está disponível no catálogo da Editora da Unesp. O texto também pode ser adquirido em papel.

Parabéns Pestalozzi Osasco !!!


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

DIA DOS PAIS - LIBRAS


Às vezes, os melhores presentes não custam nada. Apenas um gesto de amor, um abraço gostoso, uma palavra de carinho, um silêncio solidário, um olhar de ternura, um elogio sincero. São presentes que nascem em um coração que ama.
No Dia dos Pais, procure esses presentes que estão escondidos no fundo do seu coração. Procure presentear o seu pai com perdão, sua aceitação (nossos pais não são perfeitos!), com um abraço, uma declaração de amor, uma palavra de gratidão. Tenho a certeza que o seu pai vai gostar, mas você será o maior beneficiado. Você se tornará mais gente, mais humano, mais parecido com Cristo. Ele, que através de gestos de amor, toques de bondade, evidências claras de humildade, soube conquistar corações.
A você, papai, nossos parabéns! Que você valorize mais esses presentes.
A você, filho, desejo que tenha muitos "Dia dos Pais" e que cada um destes dias, bem como os demais, sejam uma eterna e doce recordação, independente das circunstâncias.

SITUAÇÃO MUNDIAL DA INFÂNCIA 2013 - UNICEF





domingo, 4 de agosto de 2013

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Outras Oportunidades para Cursos!

 A Prefeitura de Osasco, através da Secretaria de Desenvolvimento, Trabalho e Inclusão está realizando inscrições para o curso gratuíto de qualificação profissional: Operador de Telemarketing com ênfase em inglês ou espanhol, destinado a portadores com deficiência (já publicada).

- Atendentes a bares e lanchonetes
- Monitor de Lazer
- Recepcionista
- Recepcionista em hotel
 
Obs.: Opção de ênfase em inglês e espanhol, com exceção de monitor de lazer.
 
Condições: a partir de 16 anos de idade e estar desempregado
 
Duração do curso: 200 horas com início previsto para setembro/2013 e término em novembro/2013.
 
Horários: manhâ das 08h:00/12h:00   e tarde das 13h:00/17h:00
 
Maiores informações no local de inscrição: Rua Fiorino Beltramo, 300 - Centro
 
Fone: 3653-1164
 
 
Marisa Conrrado
Núcleo de Qualificação Social e Profissional 

Educadora Popular

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Projeto Interessante!

http://each.uspnet.usp.br/site/eventos-info.php?id=0000000664

Projeto criado por professor melhora desempenho de alunos com 


deficiência em escola pública de SP e amplia inclusão
Mande mensagem para luiz.ventura@estadao.com
O que você precisa saber sobre pessoas com deficiência

Um projeto criado pelo professor Rafael Dias Silva, de 36 anos, para ajudar no aprendizado de alunos com deficiência auditiva, teve um duplo resultado positivo em uma escola pública de São Paulo. Além de melhorar o desempenho desses estudantes, o trabalho também despertou o interesse dos colegas de classe sobre a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e ampliou a inclusão.
Desde 2009, Rafael leciona matemática, português, inglês, artes, educação física, sociologia, filosofia, química, física, biologia, história e geografia. Tudo em Libras. Com base em sua experiência na sala de aula, ele desenvolveu um método no qual músicas, poesias, vídeos e imagens são usados para ensinar.
O professor trabalha na Escola Estadual Dom João Maria Ogno, na zona leste da capital paulista, onde tem quatro alunas com deficiência auditiva severa, com idade entre 16 e 18 anos, que cursam o primeiro ano do ensino médio. “Além da dificuldade em aprender, havia o problema da frequência e da falta de interação com professores, a direção e os outros estudantes”, diz Rafael.
Desempenho - Em conjunto com outros professores, Rafael passou a usar a nova metodologia. E as notas dessas alunas começaram a melhorar. “Em inglês, história e química, subiram de 2 para 7. Também houve muita melhora em português e filosofia”, conta.
O desafio, no entanto, segundo o professor, não está somente em conseguir ensinar aos alunos Libras e português, simultaneamente, mas em incluí-los na comunidade escolar. “Observando minhas aulas, os estudantes ouvintes ficaram interessados em aprender Libras para se comunicar com os amigos. Daí surgiu a ideia de estender o programa para alunos ouvintes, professores e outros funcionários da escola”, explica Rafael.
Batizado de Língua Brasileira de Sinais: Um Universo Silencioso, o projeto é dividido em três vertentes: formação continuada dos professores pela Aula de Trabalho Pedagógico Coletivo (ATPC) – para traçar estratégias de aprendizado para os alunos surdos -, sensibilização dos alunos ouvintes para o aprendizado de Libras e, finalmente, o trabalho prático que inclui visitas a museus, institutos, entre outras atividades pedagógicas e culturais.
Rafael Dias Silva também ministra aulas gratuitas de Libras na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), na USP Leste, para professores e pedagogos, nos temas astronomia, geologia, biologia, física e química. 

TEATRO SESC

Sesc Osasco
Amanhã é dia de abertura de bilheteria. Já escolheu as atrações que deseja ver?

Neste mês de agosto teremos uma novidade: A venda de ingressos online. Os ingressos para o espetáculo "Cachorro Morto" da Cia Hiato estarão disponíveis para venda pelo portal.
O espetáculo conta a história de um autista que sabe tudo sobre matemática e quase nada sobre seres humanos. Ao multiplicar esse protagonista pelos corpos dos atores, a cena cria uma narrativa envolvente que não se limita a fronteiras de qualquer natureza. Através de jogos matemáticos, a peça questiona nossa forma de pensar e nossa incansável compulsão por “entender”. 


Teste do Pezinho/Prevenção

Teste do pezinho pode identificar surdez genética

Elen Valereto


Stock Images/Divulgação
No exame do pezinho mais aprofundado, surdez congênita pode ser identificada detectando-se mutação em gene específico
A deficiência auditiva parcial ou integral pode ter causas diferentes, como fatores ambientais e genéticos, ou a associação delas, que podem ou não ser evitadas, dependendo do caso. A surdez congênita, porém, pode ser identificada por um exame do pezinho mais aprofundado, em que é detectada a mutação 35delG no gene GJB2. “Esta é a mutação pesquisada na triagem neonatal”, informa o médico Armando Fonseca, diretor do Diagnósticos Laboratoriais Especializados (DLE), de São Paulo. “Quando a surdez aparece de forma isolada, é chamada de surdez genética não sindrômica, sendo a forma mais comum, em que grande parte dos casos está ligado a esse único gene (GJB2).” 

Nos Estados Unidos, metade de todos os casos de surdez não sindrômica é provocada por mutações nesse gene. Aqui no Brasil, a estimativa é que quatro crianças apresentem a perda auditiva em uma relação de mil nascimentos. “A surdez de origem genética ganha grande importância em termos percentuais, principalmente em países ou regiões onde ocorreu a diminuição de fatores ambientais, como as doenças infecciosas durante a gestação”, acrescenta Fonseca. 

Além do diagnóstico por meio de um sequenciamento do gene GJB2 para constatar que existe ou não a mutação 35delG, que custa R$ 150, é possível a pesquisa de surdez genética de outros genes específicos e também de origem materna. Na origem materna, a fonte de estudo é o DNA mitocondrial, onde pode ser observada a presença ou não de uma outra mutação, chamada A1555G. 

Segundo Fonseca, essa mutação que também provoca a surdez está ligada ao uso de aminoglicosídeos, que é um tipo de antibiótico. “Portadores desta mutação normalmente não apresentam surdez congênita, mas a manifestam após a exposição ao medicamento”, explica o médico. 

A constatação da surdez pode ser feita a qualquer tempo, mas quanto mais precoce for a descoberta melhor será o desenvolvimento da criança. Isso porque o atraso pode comprometer a fala e compreensão e atrapalhar as intervenções para cada caso. Os exames disponíveis podem ser feitos a qualquer época da vida, informa Fonseca, mesmo para serem aplicados em reprodução assistida na seleção de embriões e até durante a gestação - embora seja pouco comum. 

“Na maioria dos casos, é feito assim que há a suspeita de um caso de surdez de origem genética ou mesmo na triagem neonatal - o teste do pezinho -, em conjunto à triagem auditiva, o chamado teste da orelhinha”, informa o médico paulistano. Cada tratamento é escolhido de acordo com cada caso, podendo ser multidisciplinar, com destaque ao acompanhamento fonoaudiológico, e cirúrgico, com a indicação médica do implante coclear, um dispositivo eletrônico de alta tecnologia, conhecido como “ouvido biônico”, e já realizado no sistema público de saúde. 

Perda gradual da audição

A deficiência auditiva também pode ser causada por má-formação, lesão na orelha ou nas estruturas que formam o aparelho auditivo, variando em graus e níveis, informa a otorrinolaringologista e otoneurologista Rita de Cássia Cassou Guimarães, mestre em clínica cirúrgica, de Curitiba. 

A perda mais comum é a neurossensorial, em que os problemas no ouvido interno ou no sistema auditivo periférico são provocados pela poluição sonora, disposição genética, infecções virais, medicamentos, traumas e o próprio envelhecimento. “Normalmente, ela é permanente e não pode ser corrigida por medicamentos, mas com aparelhos auditivos, dependendo do caso, a situação pode ser muito amenizada”, diz a otorrinolaringologista. 

Já a perda condutiva dá-se por um problema no ouvido externo ou médio devido a um bloqueio que dificulta a passagem do som até o ouvido interno. Infecções, secreções e calcificações na orelha média, disfunção na tuba auditiva e rolha de cera (excesso de cera no ouvido) estimulam a interferência da saúde da audição, mas não são permanentes e podem ser revertidos com remédios e cirurgias. 

Saúde auditiva em primeiro lugar

Muitos estudos estão em andamento para reverter a surdez genética ou hereditária, como por exemplo a terapia genética, mas ainda em fases experimentais. Mas a surdez provocada por problemas externos podem ser prevenidos e/ou amenizados. Segundo a otorrinolaringologista e otoneurologista Rita de Cássia Cassou Guimarães, alguns sinais clássicos indicam que a audição está com problemas e precisa receber atenção. A necessidade de aumentar o volume da televisão ou do rádio, pedir para interlocutores falarem mais alto ou repetirem o que disseram e ter dificuldades para compreender diálogos com ruídos ao fundo são alguns indicativos. 

“Pode proteger a audição ao evitar sons acima de 85 decibéis, os quais podem danificar o ouvido interno. Procurar deixar o volume da TV ou aparelho de som não muito altos, usar equipamentos de proteção auricular, quando em atividades de muito barulho, nunca colocar qualquer objeto, incluindo cotonetes, dentro do canal auditivo, e nunca pingar remédios ou fórmulas caseiras no ouvido são algumas soluções práticas para o dia a dia”, orienta o otorrinolaringologista. 

Outra ação preventiva é destinada às grávidas. Quando surgir a necessidade de tomar antibióticos, o médico deve ser consultado sobre se existe a possibilidade de afetar o feto. Além disso, todas as mulheres devem estar vacinadas contra rubéola. “Se durante a gravidez elas contraírem a doença, o bebê corre risco de 
nascer com problemas auditivos”, alerta Rita.