segunda-feira, 29 de maio de 2017

Estudando o Método fônico/Fernando Capovilla





MÉTODO FÔNICO


O método fônico também são conhecidos por método sintético ou fonético. Partem das letras (grafemas) e dos sons (fonemas) para formar, com elas, sílabas, palavras e depois frases. No principal modelo de Método Fônico utilizado pelos professores alfabetizadores, as crianças não pronunciam os nomes das letras, mas sim os seus sons.

O lingüista americano Bloomfield, propositor do módulo fônico desse método, defende que a aquisição da linguagem é um processo mecânico, ou seja, a criança será sempre estimulada a repetir os sons que absorve do ambiente. Assim, a linguagem seria a formação do hábito de imitar um modelo sonoro. Os usos e funções da linguagem, neste caso, são descartados (em princípio), por se tratarem de elementos não observáveis pelos métodos utilizados por essa teoria, dando-se importância à forma e não ao significado. No tocante à aquisição da linguagem escrita, a fônica é o intuito de fazer com que a criança internalize padrões regulares de correspondência entre som e soletração, por meio da leitura de palavras das quais ela, inconscientemente, inferir as correspondências soletração/som.
De acordo com esse pensamento, o significado não entraria na vida da criança antes que ela dominasse a relação, já descrita, entre fonema e grafema. Nesse caso, a escrita serviria para representar graficamente a fala. 
O método fônico baseia-se no aprendizado da associação entre fonemas e grafemas (sons e letras) e usa, em princípio, textos produzidos especificamente para a alfabetização. 

O método que o Brasil empregava antes dos anos 80 não era o fônico, mas o alfabético-silábico, baseado no ensino repetitivo de sílabas. 

Diferente do Método Fônico, que é baseado no ensino dinâmico do código alfabético, ou seja, das relações entre grafemas e fonemas em meio a atividades lúdicas planejadas para levar as crianças a aprenderem a codificar a fala em escrita, e, de volta, a decodificar a escrita no fluxo da fala e do pensamento. 

O fônico é inteligente, lúdico e nada mecânico. Leva as crianças a serem alfabetizadas muito bem em quatro ou seis meses, quando passam a ler textos cada vez mais complexos e variados. Ele é tão eficaz em produzir compreensão e produção de textos porque, de modo sistemático e lúdico, fortalece o raciocínio e a inteligência verbal. 
O Observatório Nacional da Leitura da França e o Painel Nacional de Leitura dos EUA afirmam sua clara superioridade, mas o MEC nunca deu à criança brasileira a chance de aprender com o fônico e colher seus frutos. 
No método fônico, a alfabetização se dá através da associação entre símbolo e som. Para que a criança se torne capaz de decifrar milhares de palavras, ela aprende a reconhecer o som de cada letra. De outra forma, ela teria que memorizar visualmente todo o léxico, algo ineficiente do ponto de vista dos defensores do método fônico. O método parte da regra para a exceção.
Quando se usa o método fônico se melhora a compreensão do texto. No método ideovisual, onde o professor dá logo o texto, o que acontece é que a criança tende a memorizar as palavras. Porém, o código alfabético não se presta à memorização fácil porque as letras são muito parecidas. Com isso, o que acontece é que a criança troca as palavras quando lê (paralexia) e troca palavras na escrita (paragrafia). Esses erros ocorrem porque o alfabeto não se presta à memorização visual. Ele tem que ser decodificado. Ele foi inventado pelos Fenícios para mapear sons da fala, por isso é eficiente. Se você sabe decodificar não precisa memorizar.
Quem opta por ser alfabetizador o faz por amor, por idealismo. Uma pessoa idealista é a primeira a se apaixonar pelo seu trabalho quando ele funciona. O método fônico produz resultados extraordinários. Em três meses uma criança está lendo o que não lia em dois anos sob o método ideovisual. As professoras que empregam o método fônico ficam maravilhadas com sua eficácia.
Para aprender é necessário decodificar. Decodificar nada mais é do que converter os grafemas em fonemas. Aprender a pronunciar a palavra em presença da escrita. Quando pensamos em palavras usamos nossa voz interna. Quando lemos em voz baixa escutamos nossa voz. Isto é o processo fônico: a invocação da fala interna em presença do texto. O método ideovisual desestimula esta fala interna. Ele tenta estimular a leitura visual direta, portanto, a memorização. Só que não é possível memorizar ideograficamente todas essas palavras. A forma correta é aprender a decodificar. Quando fazemos isso, naturalmente se consegue produzir a fala e entender o que se está lendo.
Para alfabetizar, a criança deve ser levada a participar da linguagem escrita. Para isso, é necessário um diagnóstico prévio que aponte qual é a relação do sujeito com o texto. Assim, podem-se definir estratégias e exercícios que façam o aluno ler e escrever.
Para Sílvia Colello, os PCN não devem subestimar as crianças e nem reduzir o ensino àquela relação unívoca em que o professor ensina e o aluno silencia. Rodeadas por estímulos visuais e sonoros, televisões, computadores e videogames, seria equivocado crer que elas se interessariam e se reconheceriam verbalmente com frases como “o boi bebe e baba”.
Segundo a professora, é interessante notar que os defensores do método fônico no Brasil são psicólogos, em sua maioria. “Eles não lidam com a língua enquanto sistema em implementação. Eles estão preocupados em encontrar uma metodologia que seja objetiva e controlada, para ensinar a ler e a escrever. Mas só isso não é suficiente hoje em dia”, afirma. De acordo com Colello, pode-se até ensinar a criança a ler e a escrever, mas se anulará o gosto que ela poderia vir a ter pela leitura.
O grande argumento contra os parâmetros construtivistas é o péssimo desempenho do Brasil em diversas avaliações nacionais e internacionais, como no Sistema de Avaliação do Ensino Básico (Saeb) e em avaliações da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) e da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) desde que o conceito foi incorporado nos PCNs, em 1996.

Bibliografia : 
Alfabetização no Brasil - Uma metodologia ultrapassada - Fernando C. Capovilla - RedePsiConstrutivismo não é método para alfabetização - Mariana Garcia, Revista Com Ciência;Construtivismo x Método Fônico - Telma Weisz e Fernando Capovilla (Abrelivros);O método Fônico na Alfabetização de Crianças - Vicente Martins - TextoLivre;






http://www.espacoeducar.net/2009/01/o-mtodo-fnico-de-alfabetizao.html




Seqüência de atividades para apresentação dos sons, que  traz como exemplo o
Som da letra A, cuja estratégia serve  para as demais vogais.

Aula 1

1- Professora mostra a letra e pronuncia o som da mesma:
--“Vamos conhecer o som da letra. Repitam comigo:A. Agora você.......Agora você...

2- Dar exemplos de coisas, conhecidas das crianças, que iniciam com o som “a”. Pedir que repitam as palavras pronunciadas, desenhar no quadro ou mostrar figuras das mesmas.

3- Escrever ao lado de cada desenho o nome e destacar a letra “a”.

4- Escrever as diferentes formas que esta letra pode ser representada. Maiúscula, minúscula, de máquina e manuscrita.

5- Escrever o nome dos alunos e analisar se existe o som trabalhado nele. Destacar.

6- Vamos ler um texto sobre esta letra. A professora lê o texto podendo escrevê-lo no quadro ou dar uma folha com o texto digitado. (obs: explicar o que significa cada palavra nova apresentada)

A
Ela está no astronauta
a nas asa do avião.
Na andorinha, na arara,
na amizade e no azulão.

Pintar as figuras da folha apresentada destacando a letra A.

Aula 2

1- Recordar o som A trabalhado na aula anterior;(auditivo, visual e falado)
Mostrar a forma manuscrita e gráfica.

2- Oferecer uma folha com a letra A e várias figuras (sem os nomes) onde os alunos irão apontar, circular e pintar as que iniciam com o som trabalhado.
Sugestão de figuras: Amendoim, alfinete, agulha, alho, abajur, arara, avião, gravata, sapato, fósforo.

3- Após esta atividade feita a professora escreve o nome destas figuras e o aluno aponta e destaca a letra no início da palavra com uma cor e no meio e no final com outra cor.

4- Apresentar uma folha com figuras e seus respectivos nomes onde falta a letra “a”.
Pedir aos alunos que completem as palavras com a letra A (caixa alta).

Aula 3
1- Representar a letra no quadro em manuscrito;

2- Representar a letra em tamanho aumentado para que cada aluno possa experimentar o movimento correto da letra;

3- Solicitar que os alunos, individualmente, vão até a lousa e escrevam a letra com giz; (trabalho 100% acompanhado pela professora e observado pelos colegas)

4- Distribuir uma folha com a letra “a” em manuscrito .Fazer o movimento da letra na folha dada; (com cola, tinta, colagem, etc)

5- Em folha branca treinar o movimento da letra livremente;

6- Cantar a música da D. Aranha. Distribuir uma folha com letra em manuscrito e pedir que circulem as letras “a” encontradas. Colorir as figuras.

7- Estar sempre com os seus nomes à vista para que estejam em contato com as letras de seus nomes;

Aula 4

1- Distribuir folha com vários nomes escritos e pedir que pintem somente os que iniciam com o som “a”;
2- Sugestão de música e brincadeiras para desenvolver a percepção auditiva:
- O sapo não lava o pé; ( cantar trocando as vogais)
- Repetir palavras trocando as vogais,
- Completar frases com palavras que terminem com som parecido;

3- Apresentar a vogal escrita em tarja;

4- Desenhar a tarja no quadro e solicitar que cada um venha escrever a letra com o movimento correto;

5- Após a criança escrever no quadro dar a ela o seu caderno de tarja com a lição já preparada para que ela escreva; (elaborar atividades de escrita e de percepção visual e auditiva)


Dicas:
· Executar o mesmo processo para as demais vogais;
· É importante criar uma rotina e um ritmo para o desenvolvimento das atividades;
· Não esquecer de associação grafema/fonema;
· Solicitar aos alunos o apontamento do está sendo trabalhado em momentos fora das aulas de alfabetização para que o aluno fora do contexto de sala aprimore sua aprendizagem


FONTE: ALFABETIZAÇÃO FÔNICA
FERNANDO CAPOVILLA 


                       















































































Nesta entrevista, Fernando César Capovilla (professor de Neuropsicologia da USP e especialista em distúrbios da comunicação e da linguagem) fala sobre a superioridade do método fônico de alfabetização em relação ao ideovisual, sobre a baixa qualidade do ensino brasileiro e sobre por que o Brasil continua a adotar o método ideovisual, apesar dos resultados das pesquisas internacionais confirmarem a eficácia do método fônico. 

Fotografia de crianças escrevendo
Folha Dirigida — Como o sr. avalia nossos alfabetizadores?
Fernando César Capovilla — São pessoas dedicadas e que querem fazer um bom trabalho. No entanto, são impedidas de fazê-lo porque os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s) do Ministério da Educação (MEC) estão completamente errados. Quando comparamos os PCN’s brasileiros com os britânicos, finlandeses, franceses ou americanos notamos uma disparidade extraordinária. Eles dizem para não fazer o que o Brasil faz. Existem dois métodos para alfabetização: o ideovisual e o fônico. O mundo inteiro, que usa a escrita alfabética, usa o método fônico porque uma revisão da literatura, de 115 mil estudos científicos publicados, provou que o método fônico é superior ao ideovisual, que continua sendo usado no Brasil e no México.
Folha Dirigida — O que é exatamente o método ideovisual? E o fônico? Qual a diferença entre eles?
Capovilla — No ideovisual o professor dá o texto para o aluno. O MEC recomenda, por meio dos seus PCN’s, que se dê o texto à criança (um texto, como eles dizem, complexo, rico), e afirma ainda que não há necessidade de ensinar a criança a converter letras em sons e sons em letras. Diz também que o professor deve aceitar tudo o que a criança escreve como uma produção legítima. O professor não pode ensinar, corrigir, treinar ou guiar a criança ao longo do processo. O MEC acredita que a criança aprende praticamente sozinha, que basta ter livros no entorno que ela vai aprender a ler e escrever, e isso é falso. O mundo inteiro descobriu, por meio de atividades científicas, que ler e escrever são atividades complexas que requerem um treinamento específico. São necessárias instruções sobre a relação entre as letras e os sons para que a criança possa codificar fonografenicamente (a partir da fala escrever) e decodificar grafonemicamente (a partir da palavra decodificar o texto e produzir fala). O método fônico evoca a fala, a mesma fala com a qual a criança pensa e se comunica. Por isso é um método muito natural.
Folha Dirigida — O Brasil sempre utilizou este método?
Capovilla — Antes a alfabetização era feita pelo método silábico. A partir dos anos 80, com o Construtivismo, foi introduzido o método ideovisual que produziu péssimos efeitos. O Brasil é recordista mundial de incompetência de leitura. O México está em segundo lugar e tanto um quanto outro seguem Emília Ferrero (psicopedagoga argentina), ou seja, o Construtivismo. O mundo inteiro deixou isso como sendo um mito, como sendo pernicioso para a criança. Pelos resultados se conhece o método. Quais são os resultados do método ideovisual empregado no Brasil? Incompetência. Por isso somos recordistas mundiais em incompetência.
Folha Dirigida — O método de alfabetização utilizado no Brasil está ultrapassado?
Capovilla — Ultrapassado, desacreditado e condenado pela França, Dinamarca, Itália, Suécia, Finlândia, Canadá, pelo mundo.
Folha Dirigida — O sr. poderia apontar diferenças entre os alfabetizadores brasileiros e os estrangeiros?
Capovilla — Os alfabetizadores dos países que investem em pesquisa científica para descobrir como melhor alfabetizar são formados para respeitar as etapas de desenvolvimento da linguagem da criança. Começam do simples para o complexo. O Brasil faz o oposto, começa do complexo. O MEC diz: dê um texto rico para a criança, um texto complexo. Isto é ridículo, é criminoso. O Ministério Público devia investigar o que acontece na educação desse país. Por isso que agora a Câmara dos Deputados vai começar a examinar a educação brasileira à luz do conhecimento científico internacional. O Brasil trata suas crianças como se elas fossem marcianas e, depois, elas são taxadas de incompetentes. Será que somos tão inferiores? Uma subraça? Não. A educação é que é inapropriada.
Folha Dirigida — Uma das críticas que se faz é que os jovens não sabem interpretar. Isto seria conseqüência do modelo de nossa alfabetização?
Capovilla — Exatamente. Quando se usa o método fônico se melhora a compreensão do texto. No método ideovisual, onde o professor dá logo o texto, o que acontece é que a criança tende a memorizar as palavras. Porém, o código alfabético não se presta à memorização fácil porque as letras são muito parecidas. Com isso, o que acontece é que a criança troca as palavras quando lê (paralexia) e troca palavras na escrita (paragrafia). Esses erros ocorrem porque o alfabeto não se presta à memorização visual. Ele tem que ser decodificado. Ele foi inventado pelos Fenícios para mapear sons da fala, por isso é eficiente. Se você sabe decodificar não precisa memorizar.
Folha Dirigida — Para introduzir este método seria necessário mudar a formação do professor?
Capovilla — Sim, mas isto é fácil. Quem opta por ser alfabetizador o faz por amor, por idealismo. Uma pessoa idealista é a primeira a se apaixonar pelo seu trabalho quando ele funciona. O método fônico produz resultados extraordinários. Em três meses uma criança está lendo o que não lia em dois anos sob o método ideovisual. As professoras que empregam o método fônico ficam maravilhadas com sua eficácia.
Folha Dirigida — É certo que quando o professor vê um resultado positivo ele se anima. Mas os docentes costumam apresentar resistências a mudanças…
Capovilla — Isto é humano. Mas quando eles experimentam a mudança, se ela for boa, acabam convencidos da importância de mudar.
Folha Dirigida — Há experiência no Brasil de alfabetização pelo método fônico?
Capovilla — Já temos pelo menos 40 escolas, em diversos estados, empregando o método no Brasil. Isto porque as escolas particulares, sensíveis à matrícula, se sentem pressionadas pelos pais que ameaçam cancelar o registro dos seus filhos se elas não produzirem bons resultados. Isto está acontecendo em São Paulo e certamente acontece no Rio. As escolas cujos egressos não passam para universidade pública gratuita são questionadas pelos pais. Preocupadas, algumas escolas perceberam que pelo método ideovisual as contradições e problemas se acumulavam ao longo das séries. Em São Paulo, as escolas que empregavam o Construtivismo viam os seus alunos irem para as universidades pagas. Pressionadas pelos pais começaram a procurar eficiência e descobriram no método fônico o caminho.
Folha Dirigida — O sr. disse que o professor tem que ensinar, tem que avaliar. Como o sr. vê a aprovação automática?
Capovilla — Isto está completamente errado. O objetivo dessa política é melhorar o fluxo, diminuir a disparidade entre a idade e a série escolar. Pelo Brasil existem 8 milhões de crianças fora da série. Isto é resultado de evasão ou repetência, ou seja, fracasso escolar. Nos dois casos isto ocorre porque a escola não está ensinando. Se passarmos a ensinar com eficiência, as crianças aprenderão e serão aprovadas sem precisar de progressão continuada ou do sistema de ciclos. O sistema de ciclos é ruim porque, se a criança não aprende, isto só será percebido daqui a dois, três, quatro anos. Então está se perdendo o que é mais precioso para o desenvolvimento humano, que é tempo. A janela de desenvolvimento da linguagem é até 6 anos, e desperdiçar este tempo prejudica fortemente a criança. Da mesma forma a alfabetização. Se ela não for feita na idade apropriada, que é 6, 7 anos, até 8 anos, na pior das hipóteses, ela vai ser feita num custo muito maior e com resultados muito menores. O método ideovisual não ensina, ele queima o tempo da criança.
Folha Dirigida — O sr. diz que para aprender é necessário decodificar. O que é decodificar?
Capovilla — É converter os grafemas em fonemas. Aprender a pronunciar a palavra em presença da escrita. Quando pensamos em palavras usamos nossa voz interna. Quando lemos em voz baixa escutamos nossa voz. Isto é o processo fônico: a invocação da fala interna em presença do texto. O método ideovisual desestimula esta fala interna. Ele tenta estimular a leitura visual direta, portanto, a memorização. Só que não é possível memorizar ideograficamente todas essas palavras. A forma correta é aprender a decodificar. Quando fazemos isso, naturalmente se consegue produzir a fala e entender o que se está lendo.
Folha Dirigida — Como o sr. avalia a qualidade da nossa educação?
Capovilla — A educação brasileira é a pior do mundo.
Folha Dirigida — Na sua visão, este resultado negativo tem relação com nosso processo de alfabetização?
Capovilla — Eu não acho, eu sei que sim! Pesquisas mostram isso, não é questão de discussão. Nos Estados Unidos houve a guerra de leitura. De um lado os cientistas que defendiam o método fônico e, do outro, os pedagogos que defendiam o ideovisual. O governo, consciente da importância da educação – sabia que era importante formar bem as crianças e jovens americanos para continuar à frente dos outros países – e dividido na briga entre cientistas e pedagogos, resolveu chamar um painel de especialistas para analisar 115 mil artigos comparando os dois métodos. Eles descobriram que o fônico era infinitamente mais eficiente do que o ideovisual.
Folha Dirigida — Se este método é tão superior e seus resultados positivos amplamente conhecidos, por que o MEC ainda não os usa?
Capovilla — É fácil entender isso. Os anos 80 foram anos de contestação ao governo militar. As esquerdas começaram a arregimentar as massas. Tanto que, hoje, temos um líder operário como presidente. No Brasil, houve uma reação muito forte aos governos militares. Foram anos de espontaneismo, de liberdade civil. Mas as pessoas acabaram confundindo as coisas. Confundiram ensino sistemático com ensino militarizado, clareza conceitual e especificação de currículo, de objetivos, de competências da criança com autoritarismo. Dessa forma, acharam que deixando a criança sozinha ela iria se desenvolver maravilhosamente. “O bom selvagem”, de Rousseau. É uma visão romântica maravilhosa, mas se o objetivo é tornar a criança competente, pesquisas mostram que este modelo não funciona. A própria Emília Ferrero, a ideóloga desta teoria construtivista que ainda domina o Brasil com garras de aço que nos levam à incompetência, nos seus estudos em psicogêneses da língua escrita constatou uma diferença entre crianças pobres e ricas no seu método. As crianças ricas chegavam ao nível 5, 6 de aprendizagem. As pobres paravam no nível 3. E olha que as crianças pobres de Emília Ferrero eram as nossas crianças de classe média. O melhor método é o que permite às crianças mais pobres um aprendizado tão bom quanto o recebido pelas crianças das melhores classes sociais. Isto porque a escola tem a função de justiça social. Ao aumentar a competência da criança, a escola permite a ascensão social.
Folha Dirigida — O modelo que temos hoje aumenta a desigualdade social?
Capovilla — Exatamente, porque se a escola brasileira não ensina, as crianças vão fracassar, se evadir, repetir de ano. Os pais, vendo isso, têm duas opções: os ricos contratam tutor, compram livros. Já os pais pobres, operários, não podem ajudar os seus filhos. Sob o construtivismo os filhos dos pobres se tornam mais pobres, e os dos ricos mais ricos, porque eles têm profissionais para lhes dar o que a escola está sonegando.
Folha Dirigida — Falamos que a alfabetização no Brasil é feita de forma incorreta. E com relação à formação dos professores? Como o sr. vê esta questão?
Capovilla — Piaget fazia a seguinte pergunta: Por que o professor tem tão má reputação (no sentido de respeito) em relação a outras profissões? Por que um médico é respeitado e o professor não, se educação e saúde caminham lado a lado? Segundo ele, isso ocorre porque o professor não faz pesquisa, não descobre por si mesmo o que funciona e o que não funciona. Ele não conquista o respeito intelectual como as outras profissões fazem.
Folha Dirigida — O sr. acha que a formação do professor alfabetizador deve ter preocupação com a pesquisa?
Capovilla — Sem dúvida. Se o professor tiver uma formação de metodologia de pesquisa ele poderá publicar artigos, livros, trocar idéias em congressos.
Folha Dirigida — É comum se falar na desvalorização do professor e atribuir isto à questão salarial. O sr. diria que não é só isso, mas sim que ele deve se impor enquanto bom profissional?
Capovilla — Para o professor ser valorizado ele tem que se valorizar, ou seja, tem que obter resultados melhores do que tem obtido. Quando alguém obtém bons resultados se sente bem, se valoriza, o auto-respeito aumenta e ele pode falar de igual para igual com qualquer pessoa. Neste caso, o professor pode conseguir financiamento para pesquisa e melhorar o orçamento. Ele deve fazer pós-graduação, que ensina metodologia de pesquisa. Na própria faculdade deve fazer estatística, noções de pesquisa, experimentos para que possa descobrir o que é melhor para as crianças e não ficar dependendo do cientista. Deve especializar-se em descobrir como melhorar o desempenho das mais variadas crianças. Hoje, a escola tem que incluir as crianças portadoras de necessidades especiais, e isto demanda pesquisa.
Folha Dirigida — Os docentes estão preparados para lidar com estes alunos?
Capovilla — Os meus professores estão. O que faço na educação especial faz com que as crianças possam ir para a sala de aula. Se dermos aos professores os instrumentos que eles precisam para avaliar estes alunos e às crianças os instrumentos para que possam aprender a ler, escrever e fazer o dever de casa a inclusão é possível. Estou fazendo pesquisas sobre isso há 25 anos e tenho todos os instrumentos. Basta o governo querer usar. Sou da USP, universidade pública e gratuita. Então, o instrumento do meu trabalho como pesquisador deve estar nas mãos do professor e compete ao governo pegar este material e dar para o professor. Mas o governo fala muito e deixa o professor desassistido. Não dá ao professor instrumento de avaliação, não dá a criança instrumentos de comunicação e espera que ela seja incluída. Como fazer isso? Por milagre? Não, por meio de pesquisa científica, de implantações tecnológicas.
Folha Dirigida — A exigência de que os professores tenham nível superior vai melhorar a qualidade do ensino?
Capovilla — Demandar educação é a tendência universal. Cada vez mais educação, sem dúvida, é bom. Agora é preciso avaliar a qualidade da formação universitária que vai ser dada a estes profissionais. Esta formação deve necessariamente incluir metodologia de pesquisa científica, estatística, como descobrir o que fazer. Assim, o educador brasileiro não vai depender dos outros para lhe dizer o que fazer. Ele poderá observar a melhor forma de alfabetizar.
Folha Dirigida — O Sr. é psicólogo, atuava numa clínica de reabilitação de leitura. Como caminhou para a pesquisa na área educacional?
Capovilla — Comecei como clínico. Tratava de distúrbios de leitura, mas minha clínica não parava de receber crianças. Percebi que uma parte delas tinha um problema de natureza biológica que chamamos de dislexia (distúrbio de aquisição de leitura). Crianças dislexas existem no mundo inteiro, mas no Brasil a taxa parecia ser extraordinariamente maior. Quando avaliava percebia que muitas crianças não eram dislexas, não tinham histórico de dislexia na família. Então, como elas tinham na escola um desempenho tão próximo de dislexia? Na análise descobrimos que os casos ocorrem em crianças de uma mesma turma, de uma mesma escola. O que este país está fazendo? Enchendo as clínicas de reabilitação, públicas e gratuitas, porque a escola não está alfabetizando.
Folha Dirigida — Por isso o sr. resolveu investir na pesquisa nesta área?
Capovilla — Eu já fazia pesquisa. Isto me encaminhou para uma atuação política nas escolas. Vi que o problema não era clínico, e sim educacional. Que é necessário atuar preventivamente para fazer justiça social. Se a escola fizer o seu trabalho, só vai para a clínica quem precisa de tratamento. O Brasil se dá ao luxo de sacrificar, de crucificar as suas crianças no altar da incompetência para adorar a deusa, Emília Ferrero, dos construtivistas. Isto é um crime.
(Entrevista retirada do site RedePsi)

quarta-feira, 24 de maio de 2017

AAP/2017 - Para todos os alunos de nossa rede


segunda-feira, 22 de maio de 2017

Ver mais publicações no FACEBOOK!






Discalculia


Fluência da Matemática

"A fluência da Matemática pode ser analisada sob três aspectos, pela eficiência, pela acurácia e pela flexibilidade. A eficiência é a capacidade de executar os vários passos ou caminhos lógicos e elaborar estratégias para a solução de problemas, estando diretamente relacionada à memória de trabalho. A acurácia se refere ao conhecimento dos fatos numéricos, combinações e outras importantes relações numéricas, informações referentes à memória automática. Já a flexibilidade é o conhecimento de mais de uma abordagem para resolver problemas, que permite ao estudante escolher uma estratégia apropriada e checar o trabalho resultante, apresentando relação direta com o bom desempenho das funções executivas superiores." (Bastos, 2008) 

Distúrbios relacionados à execução de operações aritméticas

Dentre eles se destacam a Acalculia e a Discalculia do Desenvolvimento (DD): 

Acalculia, caracterizada por uma disfunção no sistema nervoso central, está relacionada ao substrato cerebral para operações aritméticas e manifesta-se após lesão, ou seja, ocorre após a consolidação das habilidades cognitivas.  

Discalculia do Desenvolvimento (DD) não é causada por lesões cerebrais e está associada, principalmente, a dificuldades durante a aprendizagem de habilidades matemáticas, sem manifestar, no entanto, uma desordem nas demais funções mentais. Sua definição se baseia em critérios comportamentais e de exclusão, não existindo, ainda, claros marcadores biológicos para o seu diagnóstico clínico. 


Dificuldades - Crianças com DD



Dificuldade na distinção de ordens de grandeza; 

Na conservação de quantidade; 

No sequenciamento e classificação numéricos; 

Na compreensão de sinais matemáticos; 

Na montagem de operações matemáticas e 

Memorização de sequências. 

DSM IV (APA, DSM-IV, 2004) - "Discalculia é um transtorno das capacidades para operações matemáticas, cálculo e raciocínio lógico-matemático, apresentando um desempenho substancialmente inferior à média do indivíduo."


Estudando e pesquisando sobre NEUROCIÊNCIA


As funções executivas

Antes de falar da síndrome disexecutiva, temos de discorrer sobre as funções executivas.

As funções executivas são o que o famoso neuropsicólogo russo Alexandr Romanovich Luria (link), e posteriormente seu aluno, Elkhonon Goldberg, chamam de o que nos fazem civilizados, humanos por assim dizer. A história humana desenrola-se na dependência das funções executivas. 

Mas, você pode argumentar, a linguagem nos torna humanos, correto? Bem, há modos de ver isso, já que linguagem não é uma característica exclusivamente humana, pois vários outros animais comunicam-se, de um jeito ou de outro. Por certo a linguagem verbal, por meio de palavras articuladas em frases, é humano, mas gatos possuem sua própria linguagem que é entendida entre si, os cães do mesmo modo, e assim vai até os primatas superiores antes do homem, ou seja, os grandes macacos, como os chimpanzés e os orangotangos. 

Agora, responda-me, qual animal planeja suas ações, organiza sua agenda, abstrai o mundo ao seu redor, mantém a atenção ou alterna o foco de atenção de acordo com seu interesse, mantém uma mente de tal modo flexível que consegue resolver um problema igual de vários modos diferentes? Todas estas são funções executivas. O único animal que consegue desenvolver a história em torno de si, e para isso necessita  estas funções citadas acima, é o homem.

As funções executivas relacionam-se com o planejamento de ações, com o que chamamos de memória operacional, ou seja, a capacidade de manter algo em mente tempo suficiente para ser usado em uma tarefa imediata (como guardar um número de telefone para ser discado), e ainda com a atenção, tanto a sustendada (quando temos de manter a atenção em algo mesmo com distrações ao nosso redor) como a alternância de atenção entre objetos (como por exemplo, o ato de ler um livro e andar por um caminho tortuoso, ao mesmo tempo), a resolução de problemas, o que envolve atenção, raciocínio (outra função executiva), abstração (outra função executiva, também, sendo esta a capacidade de imaginar uma situação ou algo não concreto a partir de pistas), inibição de respostas não desejadas a uma determinada situação ou de comportamentos inapropriados a uma certa situação, flexibilidade mental (a capacidade que temos de resolver um problema de vários modos diferentes, o que demontra também nossa capacidade de atenção, raciocínio lógico e abstração) (ufa!!). Ah, nossa personalidade e nosso caráter (há controvérsias, mas deixemos elas de lado) são armazenadas aqui também. 

As áreas cerebrais relacionadas às funções executivas são os lobos frontais, a parte mais anterior do cérebro.

Observe abaixo:


http://www.memorylossonline.com/glossary/images/frontallobe.jpg
O homem é o animal com o lobo frontal mais desenvolvido na natureza, o que explica nossa maior habilidade social, comunicativa e nossa maior inteligência (apesar de algumas pessoas não usarem ele muito, não é mesmo?). Observe abaixo uma comparação dos lobos frontais de alguns animais e do homem:


http://c431376.r76.cf2.rackcdn.com/25631/fnint-06-00036-HTML/image_m/fnint-06-00036-g003.jpg

O lobo frontal divide-se em várias sub-regiões. Observe abaixo:


http://ars.els-cdn.com/content/image/1-s2.0-S1364661308000612-gr1.jpg
Nesta figura, você vê o lobo frontal subdividido em suas sub-áreas. As regiões relacionadas às funções executivas são principalmente os córtices (plural de córtex é córtices) pré-frontais, dorsolateral e ventrolateral. Observe que a área motora, em azul escuro na figura, fica no lobo frontal, vindo logo depois o lobo parietal.


"De maneira mais resumida podemos dizer que são habilidades que possibilitam a criação de novos padrões de comportamentos e formas de pensar especialmente em situações não rotineiras."

Discalculia do Desenvolvimento

"Evidências genéticas, neurobiológicas e epidemiológicas indicam que a DD, como outras dificuldades de aprendizagem, é um distúrbio de base cerebral que envolve ambos os hemisférios, embora a área parietotemporal apresente em especial significado. No entanto, a má qualidade do ensino e a privação ambiental também têm sido implicadas na sua etiologia (Ramo do conhecimento que se dedica ao estudo e à pesquisa acerca daquilo que pode determinar as causas e origens de um certo fenômeno (ou de qualquer coisa))."  

Principais Sinais e Sintomas da DD

"O diagnóstico precoce acaba sendo iniciado na sala de aula, estando diretamente relacionado à discrepância observada entre a inteligência do aluno (bom desempenho na maioria das disciplinas) e grande dificuldade ao desenvolver atividades como estruturação de textos escritos, gráficos, decodificação de símbolos e sinais, compreensão de tabelas, interpretação de problemas, enumeração para trás, leitura de números e cifras, imaginação de fatos aritméticos (soma de números na cópia, e mais tarde tabuadas)."

Classificações da Discalculia do Desenvolvimento

"De acordo com Garcia (1998), ao citar Kosc (1974), podemos classificar em seis subtipos: 

- Discalculia Verbal - dificuldade para nomear as quantidades matemáticas, os números, os termos, os símbolos e as relações.

- Discalculia Practognóstica - dificuldade para enumerar, comparar e manipular objetos reais ou em imagens matematicamente. 

- Discalculia Léxica - dificuldades na leitura de símbolos matemáticos. 

- Discalculia Gráfica - dificuldades na escrita de símbolos matemáticos. 

- Discalculia Ideognóstica - dificuldades em fazer operações mentais e na compreensão de conceitos matemáticos. 

- Discalculia Operacional - dificuldades na execução de operações e cálculos matemáticos".

"Características que melhor descrevem um quadro de DD

- Inabilidade em reconhecer e produzir os números elementares (Léxico) ou novos números a partir dos elementares (Sintaxe), ou seja, dificuldade na compreensão e reconhecimento de números e sua associação às grandezas correspondentes.

- Falta de compreensão das relações espaciais estabelecidas entre números em operações matemáticas (discriminação viso-espacial). 

- Dificuldade de compreensão do raciocínio envolvido em operações matemáticas para cálculos simples e complexos nas quatro operações. 

- Inabilidade em raciocínio matemático em problemas concretos e abstratos. 

- A dificuldade não está na compreensão dos símbolos numéricos, mas sim nas relações de quantidade, quantificação. 

- Erros na conversão de números na forma arábica para escrita e vice-versa. 

De acordo com o apresentado por Bastos (2008)."

Métodos de Intervenção


"A identificação precoce e tratamento da Discalculia do Desenvolvimento são muito importantes devido à sua frequente associação com transtornos mentais. Os pacientes que apresentam DD precisam de uma completa avaliação diagnóstica e neuropsicológica, a qual deve considerar a complexidade da DD e seus múltiplos fenótipos fornecendo uma base para o planejamento de um transtorno eficaz.

Existem métodos de intervenção simples que podem auxiliar o desenvolvimento da criança com DD como o uso das mãos como instrumento de contagem e o uso da calculadora. 

É recomendada também a utilização de jogos lúdicos que transmitam conceitos como memória de trabalho, memória de curta e longa duração, atenção, estruturação espaço-temporal, estratégia, raciocínio lógico e solução de problemas. 

Visando auxiliar o aprendizado em matemática de alunos com DD é necessário que se diminua a quantidade de aulas expositivas, substituindo-as pela realização de jogos, atividades lúdicas e colaborativas, as quais envolvam todos os alunos e os coloquem a cargo da própria aprendizagem. 

O uso de jogos como recurso didático é uma alternativa eficiente que permite o desenvolvimento da criatividades e a formação do raciocínio lógico. Sendo um recurso lúdico que leva à motivação para a aprendizagem, ampliam a autoconfiança, a organização, a concentração, a atenção e o raciocínio dedutivo. 

Jogos são recursos com os quais os educandos podem produzir e compreender conceitos matemáticos, além de criar estratégias para atingir seus objetivos.    

Tarefas de investigação podem resultar em um processo divergente, no qual é estabelecido um ponto de partida, no entanto, a finalização da tarefa depende de quem exerce a atividade. Ao indicar uma atividade através da investigação matemática, espera-se que os alunos possam de uma maneira consistente, utilizar os vários processos que caracterizam esta atividade, ou seja, precisam descobrir relações empiricamente existentes entre as características do exercício e os conteúdos matemáticos e suas propriedades."  

Fonte: Oficina CAEM/USP

Seminário realizado na Faculdade Anhanguera em Osasco


"Quero agradecer a oportunidade de rever a Professora de Braille e SOROBÃ adaptado para cegos, Tânia, CAPE (Centro de Apoio Pedagógico Especializado SEE/SP).

A sua dedicação a educação me enche de orgulho é somente aumenta o meu respeito a essa profissão que adotei há cerca de 23 anos.

Me foi ensinado que devemos acreditar nas pessoas pela sua habilidade e competência e também pela sua capacidade de humanizar-se diante das diferenças e das diversidades.  

Na simplicidade das palavras da Professora Tânia durante o Seminário percebemos o quanto somos vulneráveis e que devemos sempre estar preparados para as incertezas.

A certeza que temos depois deste dia de escuta e aprendizagem sobre Educação Inclusiva na perspectiva da Educação Especial é que somos capazes de buscar novos conhecimentos e oportunizar novas possibilidades.

Este Seminário foi um marco histórico que com certeza terá continuidade, afinal precisamos sempre de ações mobilizadoras e incentivadoras.

É na escola que estão aqueles que precisam de informações e conhecimentos para o aprimoramento de suas habilidades e competências e principalmente para serem respeitados como profissionais e pessoas". 

(Lúcio Mauro Carnaúba)  





Parabéns a todos os presentes!

Parabéns a nossa Diretoria de Ensino!

"Uma ação se torna de fato realização quando deixa de ser uma vontade de um só para tornar-se coletivamente realizável".  

Diante então do concreto não há mais abstrato pois é fato que fizemos em equipe a diferença".

(Lúcio Mauro Carnaúba) 

terça-feira, 16 de maio de 2017

Assunto: “1º Workshop Educação Especial – A Inclusão e a Aprendizagem Matemática”



































Assunto: “1º Workshop Educação Especial – A Inclusão e a Aprendizagem Matemática”

A Dirigente Regional de Ensino de Osasco, no uso de suas atribuições legais, convoca os Diretores de Escola, (um) Professor Coordenador,   (um) Professor de Matemática, os Professores Especializados e os Professores Interlocutores de Libras das Unidades Escolares caixinhas de 01 a 52,  para o  “1º Workshop Educação Especial – A Inclusão e a Aprendizagem Matemática”,  que será realizada no dia 17/05/2017, das 08h às 17h, na Faculdade Anhanguera – Av. dos Autonomistas, 1325 – Auditório – Vila Yara.
Considerando a importância do tema, solicita aos Gestores que façam ampla divulgação à sua equipe Docente como convite para a participação no evento.
Programação:
•      8h Credenciamento
•      8h40 min. Abertura
•      9h Início das palestras
•      12h30 min. Encerramento das palestras
•      13h30 min. Credenciamento Oficinas
•      14h Oficinas
•      17h Encerramento


Vagas limitadas para as oficinas – Inscrições até o dia 13/05/2017


Dada à importância do tema, solicita-se que a Direção da Escola envide esforços para comparecer ao Evento.