sábado, 10 de agosto de 2013

Autismo - Informações

Inclusão de autistas na escola não existe, dizem especialistas

Flávia Villela
Da Agência Brasil, no Rio de Janeiro



Está na lei, mas o direito das crianças autistas de estudar em escolas regulares com a atenção devida é ainda um sonho distante, segundo especialistas e parentes de estudantes autistas. Para a fundadora da Associação Mão Amiga, Mônica Accioly, a inclusão dessas crianças nas escolas é pontual.
"Depende da relação que a criança estabeleça naquela escola com a professora, com a diretora, com a coordenadora. A escola tem que ter um projeto de inclusão e isso praticamente não existe". Segundo ela, existe boa vontade e só. "E boa vontade é pouco para uma criança que precisa de um trabalho diferenciado".
Mônica desenvolve na associação trabalhos com crianças autistas e suas famílias e conhece bem a realidade desses alunos que fazem peregrinações por instituições de ensino, sobretudo no ensino médio.
"Quando chega o sexto ano, [a criança tem contato com] quatro, cinco, professores por dia. É um esforço imenso para o autista, pois exige um nível de organização alto. Mas, na verdade, com pequenas adaptações, simples até, o próprio professor poderia ajudar a criança a organizar sua rotina", disse ela, citando como exemplo uma lista com as tarefas do dia, que poderia ser colada na carteira do aluno.
Cansada de buscar uma escola que acolhesse o neto autista, a pedagoga Regina Angeiras decidiu criar uma escola que atendesse a toda e qualquer criança. A escola Divertivendo, na zona sul do Rio, desenvolve há sete anos um projeto para crianças com déficit intelectual e crianças sem nenhum problema de aprendizado. "As escolas que se dizem inclusivas, na verdade, apenas abrem suas portas", disse.
Para Regina, uma escola verdadeiramente inclusiva deve, em primeiro lugar, ter poucos alunos em sala de aula. Ela explicou que o número reduzido dos alunos em sala é o primeiro passo, já que são necessárias avaliações diferentes, cada um deve ser olhado individualmente e há atividades específicas para suas dificuldades, seja ele autista ou não. "Não dá para a professora fazer esse trabalho com 20 crianças em sala de aula. Não dá para escrever no quadro e apagar em seguida, por exemplo, pois cada um tem seu tempo".
Na escola que ela dirige, a média é oito crianças em sala. Do total de alunos, 15 têm algum tipo de dificuldade cognitiva e desses, dez são autistas. Apenas quatro alunos não têm nenhuma dificuldade de aprendizado. "Não era assim, mas infelizmente os próprios pais que têm filhos com [necessidades especiais] não deixam na mesma escola os irmãos que não têm".
Segundo Regina, uma escola inclusiva precisa elaborar uma adaptação do currículo e investir seriamente na formação específica dos docentes. "Não adianta apenas aceitar a criança olhando para o teto em sala de aula. A escola deve estar preparada com um projeto pedagógico".
Regina explicou que para o autista é fundamental que ele vivencie todo o processo de aprendizagem. "Trabalhamos com pedagogia de projetos. Se vamos estudar os animais, levamos a turma ao zoológico e tiramos fotos com eles. Quando voltamos, fazemos os trabalhos com as fotos deles. E na avaliação sobre a experiência no zoológico, está lá a foto. Se não vivenciarem, fica tudo muito distante para eles".
Regina ressaltou que há casos graves, em que não adianta o autista frequentar a escola. "Não há regra, mas há casos em que a criança realmente não vai aproveitar aquele ambiente".

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Notícias/Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência



Acessibilidade, Tecnologias e Comunicação são destaques do
5º Encontro de Tecnologia



Foto: Secretário Adjunto Marco Pellegrini visita a Reabilitação Feira+Forum
Encontro encerrou na sexta, 2, e foi marcado por debate sobre serviços ao público, em especial sobre
as ajudas técnicas que facilitam a mobilidade de pessoas com e sem deficiência.
Convidados nacionais e internacionais trocaram informações sobre inclusão social de pessoas com deficiência.

Consulta pública até 18/08: PROGRAMA DE COMBATE A VIOLÊNCIA CONTRA A PESSOA
COM DEFICIENCIA. Participe!!

No período de 12 meses, o Estado de São Paulo registrou mais de 700 denúncias sobre variadas formas
de violência tendo como vítimas pessoas com deficiência.
Portal do Memorial da Inclusão passa para a próxima fase na seleção dos premiados do
Prêmio WSA 2013


logomarca do Prêmio WSA
A versão digital, onde é possível visitar o Memorial da Inclusão, recebeu um selo de “selecionado em nível
nacional para o prêmio WSA 2013”.  
São Paulo comemora 22 anos da Lei de Cotas
Evento aconteceu no prédio da Fiesp e na Rua das Flores e contou com a presença do Ministro do
Trabalho e Emprego Manoel Dias
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A Secretaria alcançou a marca de 13 mil pessoas acompanhando nosso trabalho no Facebook.
Junte-se a nós!!
www.facebook.com/InclusaoSP

Caso não q

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Artigo Interessante !!!

A força do coletivo


Para que o ensino seja inclusivo, deve haver envolvimento dos familiares, da comunidade e da escola em todas as etapas, até mesmo na formulação e aplicação de políticas públicas. Conheça os principais pilares da escola que inclui



Por Augusto Dutra Galery*/ Imagens: Divulgação




POLÍTICAS PÚBLICAS
EM PRIMEIRO LUGAR, é preciso que as políticas públicas estejam em consonância com os princípios da educação especial na perspectiva da educação inclusiva. As políticas públicas referem-se a todos os aspectos de criação e gestão de diretrizes e princípios normativos que se relacionam com o tema em um determinado país ou território. Elas abrangem as instâncias legislativa, executiva e judiciária. Esses princípios e diretrizes são sistematizados em programas, ações, leis e outras medidas.

Imagem: Divulgação
Elenir, da Secretaria de Educação de São Bernardo (SP): infraestrutura é uma das preocupações na educação inclusiva
No Brasil, dois documentos devem sempre estar em mente quando são pensadas as políticas públicas regionais para a inclusão na educação. O primeiro é a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo, aprovados por meio do Decreto Legislativo no 186, de 9 de julho de 2008 com status de emenda constitucional, cujo artigo 24 se dedica à educação. O segundo é a Lei das Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Um terceiro documento norteador importante é a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva.
Professores regentes atuando com os profissionais de Atendimento Educacional Especializado no planejamento semanal pode ajudar na promoção de didáticas mais inclusivas
Considerando esses três documentos, as secretarias estaduais e municipais têm autonomia para propor diferentes medidas para incentivar a inclusão na educação adequadas à cultura e às necessidades de suas regiões. Em São Bernardo do Campo (SP), por exemplo, definiu-se o transporte como uma prioridade da política municipal para garantir a acessibilidade dos estudantes com deficiência às escolas. Isso aconteceu porque, durante uma consulta pública à cidade, que envolveu pessoas com deficiência, familiares, instituições especializadas e escolas, percebeu-se que a qualidade do transporte era essencial para se permitir a acessibilidade dos estudantes. A Secretaria investiu, então, em novos veículos adaptados e no treinamento de motoristas e monitores que acompanham esses alunos, para garantir que o transporte escolar seja parte da educação e contribua para uma relação positiva entre as famílias e as escolas.
Imagem: Divulgação
Pais de Maracanaú (CE): preocupação coletiva e interação com escola e orgãos públicos resulta em bons frutos

"A Secretaria tem duas preocupações: a infraestrutura - o carro adequado, com acessibilidade, pensando muito na segurança das crianças - e tem uma outra preocupação que também é importante: é a questão das relações que são constituídas nesse caminho entre escola e residência da criança." A observação é de Elenir Freitas, chefe da Seção de Assistência Escolar da SME de São Bernardo.



"Nesse sentido, a gente trabalha muito com as monitoras e motoristas, porque entendemos que eles têm um papel fundamental na qualidade dessa relação. Para isso, temos formações no sentido de estar preparando monitoras e professores para que essa relação que se constitui seja a melhor possível. Realizamos cursos de LIBRAS para todos os motoristas e monitores que trabalham com pessoas com deficiência auditiva. Fizemos encontros com terapeutas ocupacionais para elas orientarem como lidar melhor com essas crianças em suas especificidades."
É preciso pensar além das instâncias que tradicionalmente fazem parte do processo educacional de um município para garantir acessibilidade, permanência e qualidade da educação para todos nas escolas

O PAPEL DAS ESCOLAS
EM RELAÇÃO ÀS ESCOLAS, duas dimensões importantes precisam ser pensadas: a gestão escolar e as estratégias pedagógicas.

Por gestão escolar podemos entender as diversas etapas de planejamento e desenvolvimento das atividades da direção de uma instituição de ensino. Abrange a construção dos projetos político-pedagógicos, a elaboração dos planos de ação, a gestão dos processos internos da instituição e de suas relações com a comunidade.
As atividades de coordenação pedagógica podem ser pensadas dentro da dimensão da gestão escolar. Na escola Helena Zanfelici, em São Bernardo do Campo, a coordenação pedagógica busca auxiliar as professoras da educação infantil, construindo os parâmetros de avaliação que devem ser acompanhados por eles. Camila Leonel, coordenadora pedagógica, conta que o processo de definição dos itens "observáveis" de avaliação, que deveriam ser registrados, foi realizado em conjunto com os professores.
"Essa construção[coletiva] favoreceu bastante esse relatório, porque elas mesmas [as professoras] já analisam as informações que eu tenho que colocar no relatório para que eu realmente demonstre o processo que a criança teve de aprendizagem e para o próximo professor que receber o aluno saber de onde ele vai partir", explica Camila.
Do ponto de vista das estratégias pedagógicas, é preciso refletir sobre as diversas etapas de planejamento e desenvolvimento das práticas voltadas ao ensino e à aprendizagem. Abrange, entre outros, as atividades do ensino regular, as ações destinadas ao atendimento educacional especializado e o processo de avaliação de todos os estudantes.
A reunião dos professores regentes com os profissionais de AEE na hora do planejamento semanal coletivo por disciplina foi uma estratégia que a escola José Dantas Sobrinho encontrou para promover didáticas mais inclusivas em suas salas.
Imagem: Divulgação
Camila, da escola Helena Zanfelici, em São Bernardo do Campo (SP): relatórios coletivos e precisos são ponto de partida para outros professores ou séries acompanharem aprendizagem dos alunos


Tudo começa e tudo termina com a família. A qualidade das relações estabelecidas entre a escola e as famílias dos educandos precisa ser posta em discussão



"Aqui no município, o planejamento passou a ser por disciplina. Então, o que eu faço? Eu vou até esses professores da disciplina daquele dia ou eles vêm até a minha sala. A gente vê se tem um aluno incluído na sala desses professores e nós vamos ver que conteúdo eles estão planejando naquela semana; quais as modificações que a gente pode fazer para ele poder fazer a acessibilidade pedagógica lá na sala de aula, juntamente com o grupo." Quem comenta é Regina da Silva, profissional de AEE da escola.
Os professores que contam com alunos com deficiência auditiva na sala também utilizam os intérpretes de LIBRAS para fazer seu planejamento de aula, de forma a tornar o conteúdo o mais visual possível.
Para saber mais
- O caso da Escola José Dantas Sobrinho está disponível no site do Projeto Diversa, no endereço http://www.diversa.org.br/acervo-de-casos/acervo-de-casos.php?id=2431
- Para conhecer melhor as políticas públicas da cidade de São Bernardo e as estratégias da escola Helena Zanfelici, acesse http://www.diversa.org.br/acervo-de-casos/acervo-de-casos.php?id=2344
- Conheça a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo no link http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Decreto/D6949.htm
- Entenda a Lei das Diretrizes e Bases da Educação Nacional acessando http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/ l9394.htm
- Para ter acesso à Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva visite o site http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/politica.pdf

ALÉM DOS MUROS
ATÉ AQUI, NOS REFERIMOS DIRETAMENTE às instâncias que tradicionalmente fazem parte do processo educacional de um município ou Estado. Mas é preciso se pensar mais amplamente para garantir acessibilidade, permanência e qualidade da educação para todos nas escolas públicas. Faz-se necessário refletir sobre as relações estabelecidas entre a escola e os atores externos que atuam para dar apoio aos processos de educação inclusiva. Esses são os parceiros do processo de inclusão que podem ser pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, e abrangem as áreas da educação especial, saúde, educação não-formal, assistência social e outros.

Como a história de Cláudia, de Maracanaú, deixa claro, no entanto, tudo começa e tudo termina com a família. A qualidade das relações estabelecidas entre a escola e as famílias dos educandos precisa ser posta em discussão. Essa relação abrange o envolvimento da família com o planejamento e o desenvolvimento das atividades escolares e contempla tanto as relações que favorecem a educação inclusiva, como as situações de conflito e resistência. Às famílias cabe a responsabilidade do controle social sobre as políticas e práticas das escolas e secretarias de educação.

* Augusto Dutra Galery, pesquisador do Instituto Rodrigo Mendes e coordenador do projeto Diversa, é psicólogo, mestre em administração, doutorando em Psicologia Social e especialista em Sociedade Inclusiva.

E-book/UNESP

Livro eletrônico traz orientação para professor de alunos cegos; é grátis

O e-book gratuito 'Saberes docentes para a inclusão do aluno com deficiência visual em aulas de Física', de Eder Pires de Camargo, professor da Unesp de Ilha Solteira, é resultado de um estudo de pós-doutorado sob a supervisão do professor Roberto Nardi, da Unesp (universidade Estadual Paulista) de Bauru.

Com apoio da Fapesp, a publicação analisa perfis linguísticos e contextos comunicacionais adequados e inadequados para a promoção de processos de ensino e aprendizagem de física em ambiente que contou com a presença de alunos com e sem deficiência visual.
A obra traz uma análise da relação entre tipo de percepção e conceito e fenômeno físico, indicando qualitativamente os conceitos e fenômenos que estabelecem relações vinculadas ou indissociáveis da percepção visual. Mostra que muitos conceitos físicos são independentes da visão para serem compreendidos além de indicar aqueles que necessitam da percepção visual para o pleno entendimento.
Traz um estudo qualiquantitativo de perfis linguísticos mais empregados em sala de aula, explicitando duas estruturas centrais da linguagem, ou seja, empírica e semântico-sensorial.  Mostra que perfis linguísticos fundamentados em estrutura empírica audiovisual interdependentes formam a base de dificuldades de comunicação, e, portanto de ensino, entre professor e aluno cego.
Finaliza apontando um conjunto de saberes inerentes aos conceitos e fenômenos físicos e à deficiência visual necessários para a promoção de participação efetiva de alunos cegos ou com baixa visão em aulas de física.
O objetivo é propor práticas adequadas à nova realidade educacional. Alunos com deficiência visual, por exemplo, começaram a frequentar espaços sociais como a escola sem que antigos paradigmas de normalização de comportamentos tenham sido revistos.
Eder Pires de Camargo analisa os saberes que professores do ensino médio devem mobilizar para incluir alunos com deficiência visual em atividades de ensino. Toma como exemplo a interessante experiência de uma disciplina de graduação (Prática de Ensino) na qual futuros licenciados estruturaram e implementaram novas práticas de ensino para turmas mistas. A originalidade e contribuição deste trabalho está em propor atividades desenvolvidas por futuros professores e avaliá-las durante os cursos de licenciatura.

O livro na íntegra e de forma gratuita está disponível no catálogo da Editora da Unesp. O texto também pode ser adquirido em papel.

Parabéns Pestalozzi Osasco !!!


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

DIA DOS PAIS - LIBRAS


Às vezes, os melhores presentes não custam nada. Apenas um gesto de amor, um abraço gostoso, uma palavra de carinho, um silêncio solidário, um olhar de ternura, um elogio sincero. São presentes que nascem em um coração que ama.
No Dia dos Pais, procure esses presentes que estão escondidos no fundo do seu coração. Procure presentear o seu pai com perdão, sua aceitação (nossos pais não são perfeitos!), com um abraço, uma declaração de amor, uma palavra de gratidão. Tenho a certeza que o seu pai vai gostar, mas você será o maior beneficiado. Você se tornará mais gente, mais humano, mais parecido com Cristo. Ele, que através de gestos de amor, toques de bondade, evidências claras de humildade, soube conquistar corações.
A você, papai, nossos parabéns! Que você valorize mais esses presentes.
A você, filho, desejo que tenha muitos "Dia dos Pais" e que cada um destes dias, bem como os demais, sejam uma eterna e doce recordação, independente das circunstâncias.

SITUAÇÃO MUNDIAL DA INFÂNCIA 2013 - UNICEF





domingo, 4 de agosto de 2013

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Outras Oportunidades para Cursos!

 A Prefeitura de Osasco, através da Secretaria de Desenvolvimento, Trabalho e Inclusão está realizando inscrições para o curso gratuíto de qualificação profissional: Operador de Telemarketing com ênfase em inglês ou espanhol, destinado a portadores com deficiência (já publicada).

- Atendentes a bares e lanchonetes
- Monitor de Lazer
- Recepcionista
- Recepcionista em hotel
 
Obs.: Opção de ênfase em inglês e espanhol, com exceção de monitor de lazer.
 
Condições: a partir de 16 anos de idade e estar desempregado
 
Duração do curso: 200 horas com início previsto para setembro/2013 e término em novembro/2013.
 
Horários: manhâ das 08h:00/12h:00   e tarde das 13h:00/17h:00
 
Maiores informações no local de inscrição: Rua Fiorino Beltramo, 300 - Centro
 
Fone: 3653-1164
 
 
Marisa Conrrado
Núcleo de Qualificação Social e Profissional 

Educadora Popular